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Bem-Estar e Prevenção

Ter um hobby ao longo da vida pode transformar a saúde

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em

saaudee.com - imagem.freepik

O funcionário público Paulo Ananias Silva tinha 53 anos quando, em 2017, parou de trabalhar. A aposentadoria, admite, não lhe caiu bem. Sentiu-se no limbo depois de 35 anos de serviços prestados a uma estatal do ramo das telecomunicações. Foi quando redescobriu um passatempo de infância: a filatelia. Não parou mais. Aos 61, não hesita em dizer: colecionar selos salvou sua vida. “Mais do que um hobby, é uma terapia”, acredita. “Quando me aposentei, comecei a sofrer de ansiedade. A filatelia resolveu meu problema”.

Três anos depois, outro baque: a covid-19. Confinado em casa, ele achou que fosse enlouquecer. Mais uma vez, a filatelia segurou sua mão. Primeiro, criou uma exposição virtual. “Foi um sucesso, fiz amigos no mundo inteiro”, orgulha-se. Depois, fundou um clube filatélico. “O maior da América Latina”, estufa o peito. “Somos 2 mil associados”. Finda a pandemia, Silva respira selos 24 horas. “Conheci o mundo inteiro sem sair de casa. São verdadeiras obras de arte impressas em pedaços de papel”, filosofa.

Nos Estados Unidos, a socióloga Xiangyou Shen, diretora do Laboratório de Pesquisa em Saúde, Meio Ambiente e Lazer da Universidade Estadual do Oregon, estudou o impacto de atividades lúdicas no enfrentamento de crises. Para chegar a uma conclusão, ela e sua equipe entrevistaram 503 adultos. Em seguida, dividiram os participantes em dois grupos: no primeiro, batizado de “limonada”, os bem-humorados; no segundo, apelidado de “limão”, os mal-humorados. O critério usado pelos cientistas foi a Escala de Traços de Brincadeira em Adultos (APTS, na sigla em inglês).

Xiangyou constatou que, independentemente do humor do voluntário, todos estavam apreensivos com a covid-19 – e com toda a razão! A diferença é que os brincalhões enfrentavam a pandemia com leveza e otimismo. Uma de suas válvulas de escape foi resgatar antigos hobbies do fundo do baú. Coleções, jogos e brincadeiras, concluiu a coordenadora do estudo, tornaram esses indivíduos mais resistentes às adversidades e deixaram o isolamento menos assustador. Em resumo: eles souberam “fazer do limão uma limonada”.

“A ciência está convencida de que os hobbies que praticamos são tão importantes para a nossa saúde física, mental e emocional quanto os exercícios que fazemos ou os alimentos que consumimos”, afirma Xiangyou. “Atividades lúdicas como colecionar selos ou montar quebra-cabeças reduzem os níveis de estresse, desenvolvem a capacidade de resiliência, combatem os sintomas da depressão e ajudam a fazer amigos. Se o hobby for analógico, como leitura ou aquarela, melhor ainda: certas experiências sensoriais, como a textura do papel ou o cheiro da tinta, estão ausentes nas interações digitais”.

Fonte: estadao.com.br/saude/

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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