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Câncer

Afinal, tatuagem causa câncer?

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saaudee.com - imagem.freepik

Um estudo indicando que ter tatuagem causa câncer, mais especificamente o linfoma, vem assustando as pessoas. Mas, não há motivos para pânico, pois essa análise apenas levanta uma hipótese e não define uma relação direta entre esses dois fatores.

A pesquisa foi realizada na Universidade de Lund, contou com a análise de dados de quase 12 mil pessoas e a conclusão indica que quem tem tatuagem possui um risco 21% maior de ter linfoma, um tipo de câncer do sistema linfático.

Segundo o estudo, haveria um aumento na probabilidade por dois motivos principais. Primeiro porque as tatuagens causariam um processo inflamatório crônico e o segundo devido ao fato das tintas usadas poderem contar com substâncias tóxicas.

Apesar do estudo indicar que pessoas tatuadas têm um risco maior de desenvolver câncer no sistema linfático, não é possível levar isso como uma verdade absoluta. Ou seja, apesar de existir essa probabilidade, não é possível classificar a tatuagem como um fator de risco para o linfoma.

“Esse é um estudo inicial, talvez o primeiro com um poder estatístico maior, a levantar a suspeição de um aumento de risco. Mas, não é uma coisa definida, é um primeiro estudo caso-controle que levanta a probabilidade de um risco”, o Dr. Cícero Martins, especialista em Oncologia Cutânea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), explica.

Ele ainda pontua que apesar dos estudos de caso-controle serem importantes, eles possuem limitações relevantes.

Essas restrições se dão devido à forma que esse tipo de pesquisa é feita. Então, neste caso da tatuagem como fator de risco para o câncer, ela aconteceu da seguinte forma: em primeiro, os pesquisadores utilizaram bancos de dados disponíveis e coletaram informações de 11.905 pessoas.

Em seguida, elas foram divididas em dois grupos, um contendo pacientes de linfoma (os “casos”) e, outro, com indivíduos que não têm a doença (os “controles”). Ambos responderam um questionário.

Com as respostas, os pesquisadores compararam a frequência de tatuagens em cada grupo. No grupo com linfoma, mais pessoas tinham tatuagens (21%) do que no grupo sem a doença (18%). Essa diferença foi vista como uma sugestão de que tatuagens podem estar ligadas ao desenvolvimento do linfoma.

Porém, é importante saber que existir uma associação não significa, necessariamente, haver uma relação de causa e efeito. Diversos outros fatores podem influenciar o desenvolvimento do linfoma e o estudo de caso-controle não tem poder para isolá-los e determinar se a tatuagem realmente foi a causadora do câncer linfático. Por isso, o Dr. Martins afirma que é necessário realizar mais testes para validar essa hipótese e investigar se realmente há uma causalidade.

“O problema é que as pessoas já estão tirando isso como uma associação verdadeira e definitiva e não é, é apenas um gerador de hipótese. Temos que ter cuidado com isso”, ele alerta.

Fonte: revista.abrale.org.br

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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