Câncer
Como conseguir psicólogo pelo SUS durante o tratamento do câncer

A pessoa com câncer e seus familiares, ao receber o diagnóstico, podem sofrer um grande impacto emocional. Por isso, é importante que o paciente, ao descobrir a doença, procure um profissional que o avalie e, caso seja necessário, o encaminhe para um acompanhamento psicológico. Mas é possível ter acesso a um psicólogo pelo SUS? Entenda.
Isabella Gontijo Tumeh, psico-oncologista com residência multiprofissional pela UnB e diretora técnico científica da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO), explica que é preconizado nas diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) que a pessoa tenha suporte psicológico como parte do cuidado integral ao paciente com câncer. “Mas nós sabemos que isso vai depender muito da disponibilidade, da estrutura de cada serviço e de cada região de saúde”, afirma.
Segundo a psico-oncologista, nos centros de alta complexidade para tratamento oncológico existe uma equipe multiprofissional, incluindo profissionais de saúde mental. “Essa equipe, normalmente, é reduzida. Então, às vezes, o paciente precisa aguardar um pouco para ser atendido, mas ele conseguirá a assistência”, ressalta.
Como acessar o serviço psicológico pelo SUS
Tumeh conta que o paciente pode acessar os serviços psicológicos de duas formas: solicitando o atendimento ou a partir do programa de triagem do próprio centro oncológico. Segundo a psico-oncologista, nesses programas é feita uma triagem em que os psicólogos identificam quais pacientes têm um risco maior de sofrimento emocional e a pessoa é encaminhada para o atendimento.
Os profissionais de psico-oncologia fazem parte da equipe oncológica, então, ao ser diagnosticado, o paciente já tem acesso à essa equipe, sem precisar aguardar encaminhamento para o Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), segundo Tumeh. “Essa característica de ter o psicólogo ali na equipe assistencial da oncologia de suporte primário é algo muito presente no SUS”, ressalta e continua: “Não vemos esse acesso tão facilitado nos serviços privados”.
A psico-oncologista ainda lembra que o suporte psicológico também é oferecido para os cuidadores e familiares do paciente com câncer, isso porque “nós acreditamos que o enfrentamento do familiar, do cuidador, é algo determinante para o bem-estar do nosso paciente, que é o principal foco”.
Tumeh explica que, atualmente, é considerado impossível cuidar de um paciente com câncer apenas por meio do olhar biomédico. “Junto com o diagnóstico, existem repercussões emocionais, sociais e espirituais muito grandes que apenas o médico e o enfermeiro não conseguem cuidar”, destaca.
Pedro Toledo, advogado de apoio ao paciente da Abrale, lembra que quando a pessoa não consegue atendimento psicológico pelas vias tradicionais do SUS, é possível recorrer ao Judiciário e exigir esse direito. Porém, o advogado recomenda que, antes de entrar com uma ação judicial, o paciente busque a solução do problema de forma extrajudicial, por meio da equipe de assistência social do estabelecimento de saúde ou pela Secretaria de Saúde.
A Abrale também pode ser uma das alternativas para atendimento psicológico gratuito. A equipe especializada de psicologia oferece assistência para pessoas com câncer no sangue, familiares e cuidadores.
Para ser atendido pela equipe da Abrale, o paciente passa por uma triagem e é encaminhado para uma das modalidades de atendimento: psicoterapia breve, grupo terapêutico, roda de conversa temática, projeto Vida & Carreira, grupo de acolhimento ao luto e plantão psicológico.
Na psicoterapia breve, o atendimento é individual e pode acontecer de maneira online ou presencial, de acordo com a disponibilidade de dias e horários e do espaço físico. Nessa modalidade, o profissional de saúde mental define a frequência e o número de sessões, que variam entre oito e 12, de acordo com o estado clínico do paciente.
O grupo terapêutico acontece de forma remota e com três ou mais participantes, que podem dialogar sobre suas necessidades e compartilhar experiências sobre a adaptação ao modo de vida diante do início da jornada de cuidado do câncer. Os encontros acontecem quinzenalmente, no período de, aproximadamente, três meses.
Fonte: revista.abrale.org.br/saude/
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