Câncer
Desafios na LMC: dados da pesquisa e qualidade de vida
A leucemia mieloide crônica (LMC) é um câncer que, atualmente, pode ser controlado por meio de uma medicação oral diária. Apesar da importante evolução da ciência, por meio da terapia alvo, um levantamento da Abrale mostrou que os pacientes encontram diversos desafios ao longo da jornada, incluindo nas diferentes fases do tratamento e também na qualidade de vida.
O objetivo da análise foi identificar quais são os obstáculos enfrentados pelas pessoas com LMC que estão na segunda ou terceira linha terapêutica para, assim, melhorar os desfechos da doença.
O tratamento da LMC é feito com medicamentos conhecidos por inibidores de tirosina quinase (ITQ), que agem inibindo a proliferação das células malignas. O ITQ de primeira geração é o imatinibe, que foi o primeiro criado. Em seguida vieram os de segunda geração (nilotinibe, dasatinibe e bosutinibe) e, por último, os de terceira
geração (ponatinibe e asciminibe).
Quem participou da pesquisa?
A pesquisa contou com 123 pacientes, dos quais 83 estavam na segunda linha de tratamento e 40 a partir da terceira linha. Entre os pacientes da segunda linha, a faixa etária predominante é de 18 a 40 anos, enquanto na terceira linha, a maioria tem entre 41 e 50 anos.
A maior parte dos participantes, independentemente da linha de tratamento, foi diagnosticada com LMC há mais de dois anos. É importante observar que a maioria dos pacientes que estão na segunda linha, descobriram a LMC entre cinco e sete anos atrás, já os da terceira linha receberam o diagnóstico há, pelo menos, oito anos. Isso sugere que, quanto mais tempo desde o diagnóstico, maior a probabilidade de o paciente ter passado por múltiplas linhas de tratamento.
O imatinibe foi o medicamento usado pela maioria dos pacientes como tratamento de primeira linha – seguido pelo dasatinibe e nilotinibe. Medicações como hidroxiureia e interferon também fizeram parte do protocolo.
Desafios no tratamento da LMC
Em relação ao porquê os pacientes precisaram trocar o tratamento de primeira linha pelo de segunda, o principal motivo foi a falta de resposta, seguida pela presença de efeitos colaterais. Para os que, atualmente, estão na terceira linha de tratamento, a falta de resposta aconteceu em 70% dos casos e as reações adversas em 23%. Já os que estão, hoje em dia, na segunda linha, o percentual foi de 66% e 25%, respectivamente.
Efeitos colaterais dos inibidores de tirosina quinase
O cenário também se manteve no caso da troca da segunda pela terceira linha de tratamento: 50% mudou por falta de resposta e 40% devido às reações adversas. Porém, a pesquisa ainda mostra que, para aqueles que precisaram trocar o terceiro inibidor, o motivo para todos os casos foi a falta de resposta.
Fonte: revista.abrale.org.br/saude
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