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Câncer

Entenda o congelamento de óvulos em pacientes oncológicas

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saaudee.com - imagem.freepik

Em entrevista ao CNN Sinais Vitais, Eduardo Motta, professor-adjunto do Departamento de Ginecologia da Unifesp, detalhou como pacientes oncológicas têm acesso facilitado ao procedimento de congelamento de óvulos por meio do SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo ele, “essas mulheres têm um motivo clínico para congelar os óvulos”, o que faz o processo ser diferente de um congelamento eletivo.

A medida beneficia mulheres que precisam se submeter a tratamentos que podem comprometer sua fertilidade futura.

O procedimento tem se mostrado particularmente valioso para pacientes com leucemia, onde a quimioterapia é a única forma de tratamento. “Nesses casos, o congelamento de óvulos é de grande valia”, afirma o especialista.

Nestas situações, o congelamento de óvulos apresenta resultados promissores, especialmente quando realizado em pacientes antes dos 30 anos, período em que os óvulos geralmente apresentam melhor qualidade.

Como o câncer pode impactar a fertilidade?

O impacto do câncer na fertilidade está relacionado, muitas vezes, ao tratamento. Segundo Wajman, a principal responsável é a quimioterapia, especialmente os agentes alquilantes (como a ciclofosfamida). “A quimioterapia reduz a fertilidade por dano direto aos folículos ovarianos, comprometendo a reserva ovariana”, explica.

O tratamento pode, inclusive, levar à menopausa precoce, principalmente em mulheres acima dos 35 anos ou com baixa reserva ovariana prévia. “O risco aumenta conforme o esquema quimioterápico é mais agressivo”, afirma.

Além disso, as terapias hormonais podem causar amenorreia (ausência de menstruação) temporária, mas o impacto definitivo sobre a fertilidade é menos claro e, em geral, reversível após o término do tratamento.

Como preservar a fertilidade?

A preservação da fertilidade em mulheres com câncer deve ser feita antes do tratamento, quando possível. “As principais estratégias são o congelamento de óvulos e o congelamento de embriões, que permitem à mulher manter a possibilidade de gestação no futuro”, diz Wajman.

No entanto, a falta de informação adequada e o tempo ainda são obstáculos para essa preservação, de acordo com Maurício Chehin, especialista em Reprodução Assistida do Grupo Huntington. “Ao longo dos anos acompanhando pacientes oncológicas, tenho visto como a falta de informação no momento certo faz mulheres perderem a chance de preservar a fertilidade”, afirma.

Segundo o especialista, existe uma janela curta entre o diagnóstico e o início da quimioterapia, normalmente de 10 a 14 dias. “É justamente esse o período necessário para estimular os ovários, coletar os óvulos e congelá-los antes do início do tratamento”, diz.

Fonte: cnnbrasil.com.br/saude/

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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