Câncer
Falar sobre o meu câncer, ou não?
O diagnóstico de câncer pode ser um divisor de águas na vida de qualquer pessoa. A notícia, muitas vezes, traz incertezas e receios, além de gerar dúvidas sobre como lidar com a situação e com quem falar sobre o câncer. A decisão de revelar, ou não, o diagnóstico é extremamente pessoal e deve ser tomada com base no que for melhor para o paciente, sem qualquer tipo de pressão e levando em conta os impactos emocionais.
A Profª. Drª. Maria Rita Zoéga Soares, professora sênior do Programa de Pós-Graduação em Análise do Comportamento na Universidade Estadual de Londrina ressalta que o dilema sobre compartilhar a notícia é bastante comum entre os pacientes oncológicos.
Essa dúvida pode estar relacionada a diversos fatores, como o receio das reações ao diagnóstico de câncer, padrão comportamental das pessoas (se foram acolhedoras e empáticas em outros momentos), se a pessoa geralmente tem dificuldade para pedir ajuda, como ela tende a enfrentar situações desafiadoras e como ela está lidando com as próprias emoções.
“O paciente pode sentir que não está com controle emocional suficiente e o ato de compartilhar pode aumentar seu sofrimento. Além disso, há o receio de como o outro vai lidar com a notícia, porque a palavra ‘câncer’ ainda é alvo de estigma e preconceitos. Então, se o paciente não consegue administrar os próprios sentimentos, pode questionar como vai administrar os de outras pessoas”, a Profª. Drª. Maria Rita descreve.
Sou obrigado a contar sobre meu diagnóstico de câncer?
Expor essa notícia é uma decisão muito pessoal e não há a atitude certa ou errada. A escolha depende do que o paciente acha melhor e como ele se sente mais confortável.
“O indivíduo deve ser respeitado nesta decisão. E é preciso lembrar que isso é um processo e cada um tem o seu próprio ritmo e limitações. A escolha de compartilhar depende muito de como foi sua experiência anterior em relação ao apoio obtido na família em situações difíceis e o que essa pessoa percebeu em relação a esse apoio, que tipo de compreensão teve e qual foi o nível de empatia recebida”, a especialista explica.
Recentemente, a decisão da Princesa de Gales, Kate Middleton, trouxe a discussão sobre esse dilema à tona, já que ela optou por não divulgar, imediatamente, seu diagnóstico para o público. Ela recebeu o diagnóstico, provavelmente, entre os meses de janeiro e fevereiro e compartilhou a notícia no final de março.
A monarca explicou que escolheu fazer desta forma, pois queria contar, primeiro, para seus filhos e estava esperando o melhor momento para isso. Segundo os jornais de entretenimento do Reino Unido, as aulas do príncipe George (10), da princesa Charlotte (8) e do príncipe Louis (5) estavam suspensas por conta de um feriado e, durante esse período, eles teriam mais tempo para assimilar a notícia.
Fonte: revista.abrale.org.br
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