Exercícios Físicos & Saúde
O que dizem os estudos sobre correr em jejum
Correr em jejum, ou “fasted cardio”, é uma prática comum entre corredores e entusiastas do fitness que buscam queimar gordura de forma mais eficiente. Mas será que essa abordagem realmente traz benefícios, ou pode ser prejudicial? Vamos explorar o que os estudos mais recentes revelam sobre correr em jejum.
Maior Queima de Gordura
Estudos indicam que correr em jejum pode aumentar a taxa de oxidação de gordura. Isso acontece porque, sem a ingestão de alimentos, o corpo utiliza as reservas de gordura como principal fonte de energia.
Um estudo da Nottingham Trent University mostrou que o exercício em jejum pode aumentar a queima de gordura em até 70% comparado ao exercício após a alimentação (Popular Science).
Melhora da Resistência Aeróbica
Treinar em jejum pode aumentar a capacidade do corpo de usar oxigênio de forma mais eficiente, o que é benéfico para a resistência aeróbica. Isso pode ajudar corredores a melhorar seu desempenho em longas distâncias (Runner’s Blueprint).
Correr sem ter comido pode reduzir problemas digestivos como náuseas, gases e cólicas, que são comuns quando se exercita logo após uma refeição (Marathon Handbook) (Pace Passion).
Riscos de Correr em Jejum
Quando você corre em jejum, seus níveis de glicogênio (a forma armazenada de carboidratos) já estão baixos, especialmente se a corrida for pela manhã. Isso pode resultar em uma sensação de fadiga e dificuldade para manter a intensidade do treino. A falta de glicogênio pode prejudicar o desempenho, especialmente em treinos intensos ou longas distâncias (Popular Science) (Runner’s Blueprint).
Correr em jejum pode levar a baixos níveis de açúcar no sangue, causando sintomas como tontura, fraqueza e até desmaios. Isso é particularmente perigoso para pessoas com condições médicas como diabetes (Pace Passion).
Embora a queima de gordura seja um benefício, há o risco de o corpo começar a utilizar proteínas musculares como fonte de energia em treinos prolongados sem ingestão de alimentos. Isso pode levar à perda de massa muscular se não houver uma nutrição adequada antes e após os treinos (Pace Passion).
Recomendações práticas, para treinos curtos e moderados
Se a corrida é curta e de intensidade moderada (30 minutos ou menos), correr em jejum pode ser adequado e trazer benefícios, como a maior queima de gordura sem comprometer significativamente o desempenho.
Para treinos intensos, intervalados ou longos (acima de uma hora), é recomendado consumir algo leve antes, como uma fruta ou uma barra energética, para garantir que o corpo tenha energia suficiente e evitar problemas de desempenho e saúde.
Pessoas com diabetes, problemas digestivos ou outras condições de saúde devem evitar correr em jejum e buscar orientação médica para adaptar sua rotina de exercícios de forma segura.
Correr em jejum tem seus prós e contras. Pode ser uma boa estratégia para aumentar a queima de gordura e melhorar a resistência aeróbica, mas também pode trazer riscos de baixa energia, hipoglicemia e perda muscular.
A decisão de correr em jejum deve considerar seu nível de condicionamento físico, o tipo de treino e qualquer condição de saúde pré-existente. Sempre consulte um profissional de saúde antes de fazer mudanças significativas em sua rotina de exercícios.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br/saude/
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