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5 coisas que não te contaram sobre suplementos de vitaminas
m busca de saúde, milhões de brasileiros tomam suplementos de vitaminas, e a maioria sem orientação profissional.
Todo mundo sabe que esses micronutrientes são essenciais ao organismo, mas eles viraram uma panaceia. Tem vitamina prometendo de tudo: combate ao desânimo e à falta de memória, prevenção de doenças, crescimento de cabelo e por aí vai.
Quem toma por conta própria tende a reproduzir o velho ditado: “Se não fizer bem, mal não faz”. Infelizmente, a ciência discorda.
O excesso de vitaminas já está fazendo muita gente parar no hospital, com médicos atendendo pacientes com intoxicação ou comprometimento de órgãos por taxas muito elevadas desses nutrientes.
É possível ter overdose de vitaminas
É o que os especialistas chamam de hipervitaminose — uma espécie de overdose por consumo crônico elevado desses micronutrientes.
Isso porque essas moléculas fundamentais para as reações químicas do nosso corpo podem, em excesso, estimular outras reações e originar compostos prejudiciais a saúde.
A interação de vitaminas demais com outras substâncias do organismo, até mesmo com fármacos, pode levar a resultados desastrosos.
É impossível abusar na dose de vitaminas só com alimentação
A hipervitaminose é um problema criado pelo homem. Sim, o corpo humano depende de vitaminas adquiridas do meio externo, mas falamos em miligramas ou microgramas, não mais que isso. Por isso é um micronutriente.
Em geral, ao juntar fontes vegetais e animais na alimentação, dificilmente haverá carência ou sobrecarga. Claro, um cardápio muito desequilibrado e algumas doenças raras podem desviar esse padrão. Mas comer 5 porções de fruta no dia ou muitos vegetais não vai fazer você exagerar nas vitaminas. Pelo contrário, fará bem à sua saúde!
Nem todo mundo precisa dosar (ou suplementar) vitamina D
Em sua última diretriz oficial, a Endocrine Society, entidade que representa a endocrinologia internacionalmente, foi clara: há um excesso na solicitação de exames para checar os níveis de vitamina D no organismo.
Muito propagandeado na pandemia de Covid-19, o suplemento fez parte de coquetéis para imunidade e kits de tratamento precoce contra a doença. E protocolos com megadoses prometem prevenir ou tratar diabetes, Parkinson e doenças infecciosas. Nada disso é verdade.
Desconfie de profissionais da saúde que indicam suplementação de vitamina D por conta de cansaço ou “imunidade baixa”. De acordo com a Endocrine Society, adultos saudáveis na faixa de 19 a 74 anos não devem se submeter a exames nem fazer uso de suplemento de vitamina D.
Altas doses utilizadas com frequência elevam o nível de cálcio no sangue e propiciam reações colaterais sérias, como fraqueza muscular, lesão renal e confusão mental.
“A oferta de altas doses de vitamina D é tóxica para o organismo. Aumenta a predisposição a cálculos renais, calcificação de tecidos moles e endurecimento das artérias”, avisa o nutrólogo Helio Vannucchi, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
A recomendação é diferente para idosos e crianças pequenas, que precisam mais do nutriente por conta da saúde óssea. Para eles, diversas sociedades médicas recomendam a suplementação profilática (sem a necessidade de fazer exames).
Suplemento de vitamina C não cura gripe nem resfriado
Sim, acredite, isso é um mito. E a ciência já o desbancou há mais de 10 anos, com uma revisão sistemática de estudos de 2013, feita pela Cochrane.
O documento analisou 29 estudos que avaliavam o impacto da substância na redução da incidência, duração e gravidade de gripes e resfriados. Estavam inclusos 11.306 participantes.
Ao final da revisão, a conclusão dos autores foi clara: na prática, a vitamina C não teve nenhum efeito consistente sobre a incidência de gripes e resfriados na população em geral.
Claro, ingerir regularmente alimentos ricos em vitamina C faz bem para a saúde no geral a longo prazo. Mas, novamente: nenhum nutriente ou alimento cura doença.
Vitamina A é a mais perigosa de todas
Acredite: ela é uma das mais fortes e tóxicas em altas doses. Tanto que alguns derivados, como o retinol e a isotretinoína, são considerados medicamentos com diversas contraindicações.
Assim como esses dois, o suplemento de vitamina A em grande quantidade ou mal indicado pode levar a prejuízos no fígado e na pele, além de ser teratogênico.
Isso não acontece quando ingerimos betacaroteno natural, o precursor da vitamina abundante em vegetais alaranjados e uma grande fonte do nutriente na natureza.
No entanto, o suplemento de betacaroteno isolado e o de vitamina A já formada (como nas cápsulas de óleo de fígado de bacalhau) fazem mal à saúde quando mal indicados.
FONTE: saude.abril.com.br
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