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Como lidar quando a mãe não pode amamentar
A maternidade pode ser o sonho de muitas mulheres, mas nem sempre ela acontece conforme o planejado e um dos imprevistos que podem ocorrer está relacionado à amamentação. Não poder amamentar tende a trazer à tona diversas questões e pode gerar ansiedade, estresse, depressão e preocupação se será possível criar um vínculo com o bebê. Por isso, quando a mãe não pode amamentar, independentemente do motivo, é muito importante que ela se acolha com carinho, conte com a ajuda de psicólogos, de preferência especializados, e que sua rede de apoio também faça parte desse momento.
A amamentação traz diversos benefícios tanto para a mãe, quanto para o bebê. Ela pode, por exemplo, diminuir as chances da mulher desenvolver um câncer de mama e ajudar a construir a imunidade da criança.
Além disso, o Dr. Carlos Ruiz, mastologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, conta que, para o bebê, o aleitamento materno é importante porque “auxilia na formação da microbiota intestinal, diminui o estresse do recém-nascido, melhora o sono da criança e promove um desenvolvimento neuronal adequado.”
Mas há alguns casos em que a mãe não pode amamentar e, na maior parte das vezes, esse impedimento acontece justamente para proteger o bebê. Os principais motivos que contraindicam o aleitamento são:
- Câncer em tratamento
- Mulheres que foram infectadas pelo víru HIV, HTLV1 ou HTLV2
- Uso de drogas ilícitas
- Certas medicações (como as utilizadas no tratamento de doenças psicológicas)
- Problemas no metabolismo do bebê que tornam o leite perigoso para a sua sobrevivência
Vale pontuar que mães que estão com dengue podem amamentar, pois o vírus não é transmitido pelo leite, nem pelo contato, com acontece com a COVID-19.
A Drª. Rafaela Schiavo, psicóloga perinatal, membro associado da Sociedade Brasileira de Psicologia e fundadora do Instituto MaterOnline, complementa que certas situações ao longo da gravidez, do parto e pós-parto também podem fazer com que a mulher tenha dificuldade para amamentar, como a não amamentação na primeira hora, não alojamento conjunto, violência obstétrica e parto cesariano.
“Logo após o parto cesariano, a criança é levada para o berçário e os médicos dizem que a mulher precisa descansar. Quando a criança chega para essa mulher cinco ou seis horas depois do parto, ela já perdeu a amamentação da primeira hora, que é muito importante. Além disso, muitas vezes, a mulher não fica em um alojamento conjunto com esse bebê e a amamentação deixa de ser à livre demanda, o que dificulta o aleitamento”, ela exemplifica.
Fonte: revista.abrale.org.br
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