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Mpox: qual é a taxa de mortalidade da doença?

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saaudee.com - imagem.pixabay

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o atual surto de mpox na África como uma emergência de saúde pública global. Só na República Democrática do Congo, são mais de 15,6 mil casos confirmados e mais de 500 mortes neste ano, segundo a entidade.

Esse alto número de óbitos está relacionado ao fato de o atual surto na África ser causado pelo clado 1, uma variante mais transmissível e grave do que o clado 2, que foi a variante responsável pelo surto em 2022.

Além disso, em setembro de 2023, foi identificada uma subvariante na República Democrática do Congo, a clado 1B, que é ainda mais transmissível e mais agressiva, e já está se espalhando para países subjacentes, como Ruanda, Uganda e no Quênia, e para países fora da África, como a Suécia.

De acordo com Matthew Binnicker, diretor do Laboratório de Virologia Clínica da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, nos Estados Unidos, em surtos anteriores de mpox relacionados ao clado 1, as taxas de mortalidade chegaram a 10%. “Isso quer dizer que, de todos os indivíduos infectados, estima-se que cerca de 10% possam morrer da infecção”, afirma, em entrevista à CNN.

Com base nesses dados, estima-se que a taxa de letalidade do clado 1B varie entre 3% e 10% novamente, dependendo do surto. “Se a mpox se tornar um surto em nações mais desenvolvidas, como Europa, Estados Unidos e Brasil, onde há sistemas de saúde melhores e medicamentos disponíveis, é esperado que a taxa de mortalidade seja mais baixa. O que estamos vendo na África, provavelmente, é a extremidade superior do que veríamos em outras nações”, esclarece o especialista.

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