Obesidade e Nutrição
Obesidade abdominal no diagnóstico das diabetes
O diagnóstico do diabetes vai muito além da simples medição da glicemia isolada. Segundo especialistas, é necessário analisar um conjunto de fatores clínicos e laboratoriais para identificar corretamente a doença, que está entre as condições crônicas que mais crescem no Brasil.
Em entrevista ao Dr. Kalil no CNN Sinais Vitais, as endocrinologistas Sharon Nina Admoni e Priscilla Cukier explicam que a avaliação da glicemia deve ser feita em conjunto com a hemoglobina glicada e a observação de sinais clínicos.
Sinais clínicos antes dos exames
As especialistas destacaram que medidas simples, como a circunferência abdominal, podem ser mais reveladoras que exames complexos. “Uma fita métrica agrega mais do que pedir insulina no sangue”, afirmou Cukier. Segundo elas, se a circunferência abdominal estiver aumentada, provavelmente a insulina também estará elevada, indicando resistência insulínica.
Outros sinais importantes incluem escurecimento da pele no pescoço (acantose), excesso de peso, pressão arterial elevada e colesterol alterado. “É um conjunto, e provavelmente você não precisa do exame laboratorial, porque isso já vai trazer as condutas que você vai tomar, que é melhorar peso, controlar a pressão, controlar a glicemia”, explicou a endocrinologista.
Tratamentos modernos e eficazes
Quanto ao tratamento, as médicas explicaram que existem diferenças fundamentais entre os tipos de diabetes. Para o diabetes tipo 1, caracterizado pela não produção de insulina pelo organismo, o tratamento essencial é a insulina, disponível hoje em diversas formulações modernas.
Já para o diabetes tipo 2, relacionado principalmente à obesidade e resistência à insulina, Priscila Cukier destaca que “estamos numa era muito interessante” em termos de tratamentos disponíveis. “A gente tem vários tratamentos, medicações muito boas, que são potentes tanto para o tratamento da glicemia, do diabetes, quanto para o tratamento dessa condição obesidade, que é o principal fator”, afirmara.
Sharon Nina Admoni explica que as novas medicações injetáveis, conhecidas popularmente como “canetinhas”, que foram desenvolvidas inicialmente para tratar diabetes, mas também demonstraram eficácia na perda de peso. Além disso, ressaltaram que há medicações orais mais antigas que continuam sendo eficazes. “E é possível dentro do SUS (Sistema Único de Saúde) também ter um bom controle, ele fornece o tratamento essencial para quem precisa, incluindo insulina e medicações como a metformina”, destacou a médica.
Fonte: cnnbrasil.com.br/saude
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