Câncer
Neoplasia cervical e câncer de pescoço: entenda os tipos e diferenças
O anúncio de que o narrador Luis Roberto realizará tratamento de uma neoplasia localizada na região cervical despertou um importante debate sobre saúde preventiva.
Embora o termo “neoplasia” leve a dúvidas, ele descreve o crescimento anormal de células que formam tumores, podendo estes ser benignos ou malignos (câncer). No caso da região cervical (pescoço), a classificação abrange uma série de órgãos vitais.
Tipos de neoplasia cervical
De acordo com especialistas, as neoplasias cervicais não são uma doença única, mas um grupo de tumores que variam conforme a localização anatômica:
- Tireoide: um dos tipos mais comuns na região do pescoço, afetando a glândula responsável pelo metabolismo.
- Laringe: localizada na região da “caixa de voz”, pode afetar a fala e a respiração.
- Orofaringe e hipofaringe: acometem a garganta e a base da língua, áreas fundamentais para a deglutição.
- Cavidade oral: inclui tumores na língua, gengiva, céu da boca e bochechas.
- Glândulas salivares: tumores que se desenvolvem nas glândulas responsáveis pela produção de saliva, localizadas nas laterais do rosto e abaixo da mandíbula.
Câncer de cabeça e pescoço e cervical: entenda as diferenças
Mesmo que os termos sejam frequentemente relacionados, existe uma distinção técnica importante quanto à abrangência.
O câncer cervical, no contexto oncológico geral, refere-se especificamente aos tumores localizados na região do pescoço (coluna cervical e tecidos da região).
Já o câncer de cabeça e pescoço é uma categoria mais ampla, um “guarda-chuva” que engloba o câncer cervical e estende a classificação para outras áreas cefálicas, como o couro cabeludo, os seios da face e as fossas nasais. Na prática, todo câncer cervical é considerado de cabeça e pescoço, mas nem todo tumor de cabeça e pescoço — como um câncer de pele na testa, por exemplo — é classificado como cervical.
Ainda que o câncer de cabeça e pescoço esteja inserido no grupo das neoplasias malignas cervicais, as duas nomenclaturas não são sinônimas em todos os casos. De forma técnica, todo câncer de cabeça e pescoço é uma neoplasia maligna cervical, mas o inverso nem sempre é verdadeiro.
A principal distinção reside na origem das células, argumenta a especialista. “O linfoma, por exemplo, é uma neoplasia maligna que pode se manifestar no pescoço por meio dos linfonodos (as populares ínguas), sendo, portanto, uma neoplasia cervical”.
A especialista lembra, no entanto, que, por ser um tumor primário do sistema linfático, ele não entra na classificação clínica de carcinoma de cabeça e pescoço, que possui protocolos de tratamento e características biológicas distintas. “O termo ‘neoplasia cervical’ funciona como uma categoria ampla que abriga diferentes tipos de câncer na região do pescoço”.
Quando se preocupar?
O diagnóstico assertivo depende de exames como tomografia, ressonância magnética e a nasofibrolaringoscopia (exame endoscópico das vias aéreas superiores). Em casos de malignidade, o corpo costuma emitir sinais que não devem ser ignorados:
- Nódulos persistentes no pescoço;
- Manchas brancas ou vermelhas na boca;
- Dor de garganta crônica ou dificuldade para engolir;
- Rouquidão persistente ou mudanças na voz;
- Feridas na boca que não cicatrizam em até 15 dias.
Fatores de risco e prevenção
O surgimento desses tumores está fortemente ligado ao estilo de vida. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool figuram como os principais vilões. Além disso, a infecção pelo vírus HPV, a má higiene bucal e o histórico familiar são fatores determinantes.
O tratamento para Luís Roberto e outros pacientes com a mesma condição é definido de forma multidisciplinar.
A estratégia depende do estágio da doença e da localização exata do tumor, podendo envolver cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. A detecção precoce, como ocorreu com o narrador, continua sendo a ferramenta mais eficaz para o sucesso do tratamento.
Fonte: cnnbrasil.com/saude/
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