Bem-Estar e Prevenção
Epilepsia: o que é? Causas e tratamento
A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 1% da população mundial, causada por falhas nos sinais elétricos entre os neurônios. Os sintomas variam conforme a área cerebral afetada, incluindo alterações visuais, movimentos involuntários, mudanças no olfato e no paladar ou convulsões.
Nem toda crise epilética indica epilepsia, já que outras condições, como sangramentos cerebrais ou traumas, podem causar crises. Identificando sintomas, procure um neurologista para avaliação.
A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes. Essas crises ocorrem devido a descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que podem afetar o comportamento, a consciência e os movimentos de uma pessoa.
É uma das condições neurológicas mais comuns, afetando cerca de 1% da população mundial, e pode se manifestar em qualquer idade, embora seja mais comum na infância e na terceira idade.
Causas da epilepsia
As causas da epilepsia variam, e em muitos casos (cerca de 50%), a causa exata não é identificada. No entanto, as causas mais comuns incluem:
- Genética:
- Predisposição hereditária ou mutações genéticas que afetam o funcionamento cerebral.
- Lesões cerebrais:
- Traumas na cabeça, acidentes ou quedas que causam danos ao cérebro.
- Doenças neurológicas:
- Tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou infecções como meningite e encefalite.
- Problemas de desenvolvimento:
- Malformações congênitas, como má formação do córtex cerebral.
- Fatores perinatais:
- Falta de oxigênio no cérebro durante o parto ou traumas no nascimento.
- Doenças metabólicas:
- Desequilíbrios de eletrólitos, baixos níveis de açúcar no sangue ou outras condições metabólicas.
Tipos de crises epilépticas
As crises epilépticas são classificadas em dois grandes grupos:
- Crises generalizadas:
- Afetam ambos os lados do cérebro e incluem crises tônico-clônicas (convulsões) e crises de ausência.
- Crises focais (ou parciais):
- Afetam apenas uma parte do cérebro e podem se manifestar de maneira sutil, como movimentos repetitivos, sensações incomuns ou alterações emocionais.
Tratamento da epilepsia
O tratamento depende do tipo de epilepsia, idade do paciente e frequência das crises. Ele visa controlar ou reduzir as crises, permitindo uma vida normal.
- Medicamentos antiepilépticos (MAEs):
- São a primeira linha de tratamento e ajudam a estabilizar a atividade elétrica do cérebro. Exemplos incluem carbamazepina, valproato, levetiracetam e lamotrigina.
- Cirurgia:
- Em casos onde as crises não respondem aos medicamentos (epilepsia refratária), a cirurgia pode ser indicada para remover a área do cérebro responsável pelas crises.
- Estimulação do nervo vago (ENV):
- Um dispositivo implantado no pescoço que envia impulsos elétricos ao cérebro para reduzir a frequência das crises.
- Dieta cetogênica:
- Uma dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos, eficaz principalmente em crianças com epilepsia refratária.
- Terapias complementares:
- Técnicas como meditação, ioga ou biofeedback podem ajudar a controlar o estresse, um fator desencadeante de crises em algumas pessoas.
- Acompanhamento psicológico e educacional:
- Especialmente importante para crianças e adolescentes, ajudando na aceitação da condição e no manejo do impacto na vida diária.
Prognóstico e qualidade de vida
Com o tratamento adequado, cerca de 70% das pessoas com epilepsia conseguem controlar as crises e levar uma vida normal. É essencial evitar fatores desencadeantes, como privação de sono, estresse e consumo excessivo de álcool.
Fonte: Brasil 61
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