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Epilepsia: o que é? Causas e tratamento

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saaudee.com - imagem.freepik

A epilepsia é uma condição neurológica que afeta cerca de 1% da população mundial, causada por falhas nos sinais elétricos entre os neurônios. Os sintomas variam conforme a área cerebral afetada, incluindo alterações visuais, movimentos involuntários, mudanças no olfato e no paladar ou convulsões.

Nem toda crise epilética indica epilepsia, já que outras condições, como sangramentos cerebrais ou traumas, podem causar crises. Identificando sintomas, procure um neurologista para avaliação.

A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes. Essas crises ocorrem devido a descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que podem afetar o comportamento, a consciência e os movimentos de uma pessoa.

É uma das condições neurológicas mais comuns, afetando cerca de 1% da população mundial, e pode se manifestar em qualquer idade, embora seja mais comum na infância e na terceira idade.


Causas da epilepsia

As causas da epilepsia variam, e em muitos casos (cerca de 50%), a causa exata não é identificada. No entanto, as causas mais comuns incluem:

  1. Genética:
    • Predisposição hereditária ou mutações genéticas que afetam o funcionamento cerebral.
  2. Lesões cerebrais:
    • Traumas na cabeça, acidentes ou quedas que causam danos ao cérebro.
  3. Doenças neurológicas:
    • Tumores cerebrais, acidentes vasculares cerebrais (AVC) ou infecções como meningite e encefalite.
  4. Problemas de desenvolvimento:
    • Malformações congênitas, como má formação do córtex cerebral.
  5. Fatores perinatais:
    • Falta de oxigênio no cérebro durante o parto ou traumas no nascimento.
  6. Doenças metabólicas:
    • Desequilíbrios de eletrólitos, baixos níveis de açúcar no sangue ou outras condições metabólicas.

Tipos de crises epilépticas

As crises epilépticas são classificadas em dois grandes grupos:

  1. Crises generalizadas:
    • Afetam ambos os lados do cérebro e incluem crises tônico-clônicas (convulsões) e crises de ausência.
  2. Crises focais (ou parciais):
    • Afetam apenas uma parte do cérebro e podem se manifestar de maneira sutil, como movimentos repetitivos, sensações incomuns ou alterações emocionais.

Tratamento da epilepsia

O tratamento depende do tipo de epilepsia, idade do paciente e frequência das crises. Ele visa controlar ou reduzir as crises, permitindo uma vida normal.

  1. Medicamentos antiepilépticos (MAEs):
    • São a primeira linha de tratamento e ajudam a estabilizar a atividade elétrica do cérebro. Exemplos incluem carbamazepina, valproato, levetiracetam e lamotrigina.
  2. Cirurgia:
    • Em casos onde as crises não respondem aos medicamentos (epilepsia refratária), a cirurgia pode ser indicada para remover a área do cérebro responsável pelas crises.
  3. Estimulação do nervo vago (ENV):
    • Um dispositivo implantado no pescoço que envia impulsos elétricos ao cérebro para reduzir a frequência das crises.
  4. Dieta cetogênica:
    • Uma dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos, eficaz principalmente em crianças com epilepsia refratária.
  5. Terapias complementares:
    • Técnicas como meditação, ioga ou biofeedback podem ajudar a controlar o estresse, um fator desencadeante de crises em algumas pessoas.
  6. Acompanhamento psicológico e educacional:
    • Especialmente importante para crianças e adolescentes, ajudando na aceitação da condição e no manejo do impacto na vida diária.

Prognóstico e qualidade de vida

Com o tratamento adequado, cerca de 70% das pessoas com epilepsia conseguem controlar as crises e levar uma vida normal. É essencial evitar fatores desencadeantes, como privação de sono, estresse e consumo excessivo de álcool.

Fonte: Brasil 61

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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