Câncer
Câncer de Pulmão: idade do papa pode afetar o tratamento e a recuperação?
Após passar por uma cirurgia no pulmão e identificar um adenocarcinoma pulmonar – um tipo de câncer -, o Papa Leão XIV deve conduzir no próximo domingo (18), a tradicional oração do meio-dia e realizar sua primeira aparição pública na Praça São Pedro, em Roma.
Mas será que ele já está 100% recuperado do procedimento? Depois do episódio, ressurgiu uma dúvida nos internautas sobre a influência da idade na recuperação e no tratamento do papa após a descoberta do tumor.
Segundo o oncologista Carlos Henrique Teixeira, coordenador do núcleo de tumores torácicos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a idade pode afetar sim as condições clínicas para suportar o tratamento, mas não é só isso.
“É necessário avaliar se ele tem outros problemas de saúde ou outras comorbidades, e isso, sim, acaba pesando”, explica o médico.
Existe também um outro fenômeno importante que precisa ser considerado nesses casos: a imunossenescência, ou seja, a deterioração do sistema imunológico a partir dos 50 anos. Com o envelhecimento dessa estrutura, o corpo pode se tornar mais frágil para combater uma gama de doenças e principalmente reagir à um tratamento oncológico.
No caso do papa, o que se sabe, até o momento, é que o pontífice se mantém ativo e busca manter um estilo de vida saudável. Segundo o especialista, isso pode auxiliar na melhora da doença e no fortalecimento do sistema imunológico. Além disso, os hábitos saudáveis explicam o porque o pontífice foi submetido a uma cirurgia invasiva mesmo nessa faixa etária.
“No caso do Papa, o fato dele já ter conseguido passar por uma cirurgia é um fator muito positivo”, explica o médico.
Estado de saúde do papa
Na última sexta-feira (16), o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e número 2 do Vaticano, disse que a recuperação do papa Leão XIV está “indo bem”, mas que ele talvez precise ajustar o ritmo daqui para frente, “de acordo com seu estado de saúde”.
O que é um adenocarcinoma pulmonar?
A enfermidade tem origem nas células glandulares, ou seja, aquelas responsáveis por produção e secreção de substâncias como enzimas e hormônios, sendo um dos tipos mais comuns do câncer de pulmão.
Em fases iniciais pode não provocar sintomas, mas quando aparecem costumam ser: dor torácica, falta de ar e rouquidão. Além de pulmonar, a adenocarcionama também pode ser colorretal, de próstata, de mama ou gástrica.
Fonte: cnnbrasil.com.br/saude
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