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Ministério da Saúde debate com outros países soluções para enfrentar futuras pandemias

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saaudee.com - imagem.pixabay

Acidade do Rio de Janeiro (RJ) recebeu, nos dias 29 e 30 de julho, a segunda edição da Cúpula Global de Preparação para Pandemias 2024. O evento reuniu especialistas em pesquisa e desenvolvimento, representantes de governos e da sociedade civil e líderes de organizações globais de saúde e do setor produtivo da saúde de todo o mundo com o objetivo de, juntos, encontrar soluções globais para enfrentar futuros surtos e pandemias de forma mais rápida e equitativa para todos.

“Vejo como ponto central para pensarmos a preparação frente a futuras pandemias o aprendizado em relação à pandemia de covid-19. Um dos pontos centrais desse aprendizado diz respeito à necessidade de um financiamento contínuo e robusto de desenvolvimento de produtos de ciência e tecnologia, como testes diagnósticos, vacinas, medicamentos”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, durante a abertura da Cúpula.

Ao longo de dois dias, a pauta do encontro foi concentrada em três temas da agenda global de preparação para pandemias:

  • Acesso equitativo a vacinas, medicamentos e outras tecnologias em saúde por meio da diversificação geográfica e fortalecimento da pesquisa e desenvolvimento e da produção local e regional;
  • Aprimoramento da vigilância global de doenças;
  • Cumprimento da missão dos 100 dias para vacinas, diagnósticos e terapêuticas.

O evento é co-patrocinado pelo Ministério da Saúde, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi).

Investimento em vacinas

A importância de investimento para o desenvolvimento de vacinas foi discurso presente nas mesas de debate. Para a ministra, muito se falou da velocidade da criação de vacinas durante a pandemia de covid-19, “mas é fundamental lembrar que isso foi fruto também de um financiamento consistente de pesquisas de instituições e laboratórios que fizeram a diferença no enfrentamento à pandemia. Esse é um dos pontos que deveríamos reforçar como recomendação”, pontuou.

Nísia defende que para ter êxito no enfrentamento de futuras pandemias, “é fundamental o financiamento robusto e constante de atividades de pesquisa e desenvolvimento para a saúde”.

É importante lembrar que vidas ao redor do mundo foram salvas durante a pandemia da covid-19 após as vacinas chegarem até a população. Os imunizantes contra a doença ajudaram as pessoas a não desenvolver formas graves da doença.

A ministra falou aos participantes sobre o novo momento do Brasil. “Ao contrário do que vivemos de forma tão dura durante a pandemia de covid-19, a ciência voltou. E voltou com compromisso e engajamento no enfrentamento das questões de saúde pública”, ressaltou.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), divulgados este mês, o país saiu da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas no mundo, após enfrentar quedas consecutivas nas coberturas vacinais desde 2016. Uma das razões para a queda da cobertura vacinal no país foi a propagação de desinformação sobre a segurança e eficácia das vacinas.

Desafios enfrentados

“Uma palavra que sintetiza os desafios contemporâneos é desigualdade. Vivemos em um mundo com múltiplas e sobrepostas crises: climáticas, sanitárias, econômica, alimentar, energética. Essas crises se retroalimentam e aprofundam assimetrias econômicas e tecnológicas para os países, penalizando os países em desenvolvimento e as populações mais vulneráveis”, ressaltou a ministra da Saúde.

Para Nísia, qualquer forma de preparação para futuras emergências deve ser pensada de forma multissetorial. “Capacidades aprimoradas para a vigilância em nível nacional são certamente necessárias, mas precisamos de um esforço global para que alcancemos efetivamente um instrumento para lidarmos com essas situações”, disse.

A ministra aproveitou também para apresentar as ações do Brasil em prol do acesso equitativo a insumos e medicamentos – tema prioritário na gestão brasileira à frente do Grupo dos 20 (G20).

Compromisso do Brasil

Ao encerrar sua fala durante o evento, Nísia Trindade afirmou o compromisso do Brasil em contribuir para um acordo pandêmico significativo e ambicioso. “Não podemos trabalhar apenas no nível dos nossos países. Uma concentração global é essencial neste momento. É hora de traduzir equidade e solidariedade em ações concretas para garantir acesso junto a produtos para o enfrentamento a pandemias e outras emergências de saúde”, defendeu.

Por fim, a ministra afirmou que “é hora da ciência, da tecnologia, da inovação e das boas políticas de saúde pública trabalharem em prol do futuro e que a saúde global seja de fato uma realidade”, finalizou.

Encontros bilaterais

Ao lado de Mike Ryan, vice-diretor geral da OMS e diretor executivo do Programa de Emergências da organização, Nísia Trindade participou de reunião bilateral e do ato de assinatura do acordo entre a Fiocruz e a Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (Cepi). O acordo ajudará a expandir e diversificar as capacidades de fabricação de vacinas da Fiocruz e melhor equipar a região para responder a futuras ameaças de pandemias.

Mesas temáticas

O evento realizou também painéis temáticos para um debate mais aprofundado sobre assuntos específicos. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, foi uma das convidadas do bloco “Estado de vigilância: progresso, lacunas e oportunidades”.

“As lições da covid-19, principalmente no Brasil, foram muitas e intensas. Hoje, temos uma Secretaria de Vigilância em atuação com ambiente para que façamos essa vigilância de forma compartilhada”, disse Ethel, ao debater sobre a influência das questões climáticas nas pandemias.

Logo depois, o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo Econômico Industrial, Carlos Gadelha, debateu questões de capacidade produtiva e apresentou a proposta brasileira no G20 de criação de uma Aliança para a Produção Regional e Inovação.

“O Brasil tem uma trajetória longa de apoio à produção e tecnologia locais. Não dá para separar a sociedade do mundo econômico, da tecnologia, da ciência e da inovação”, encerrou.

Fonte: gov.br/saude 

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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