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Câncer

Em quanto tempo o desenvolvimento do câncer acontece?

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saaudee.com - imagem.freepik

desenvolvimento do câncer acontece quando, durante a multiplicação das células, ocorre uma mutação genética e ela faz com que as células passem a se reproduzir descontroladamente. Entretanto, para que uma neoplasia se forme, é preciso que o DNA sofra mais de uma alteração e que alguns mecanismos de controle celular falhem. Todo esse processo pode levar semanas, meses ou até mesmo anos.

No ciclo de vida de uma célula saudável, ela “nasce”, desempenha sua função e depois de ficar “velha”, sofre a morte celular programada, chamada de apoptose. Se, em algum momento desse processo, a célula passar por eventos genéticos e moleculares que afetem a sua proliferação e diferenciação, ela pode vir a se transformar em uma célula cancerosa.

“Apenas uma mutação não é suficiente para gerar um tumor. Isto é, é preciso uma sucessão de eventos e de alterações cronologicamente sequenciadas que, com o tempo, se acumulam e vão passando de uma etapa para outra na carcinogênese (formação do câncer)”, explica o Dr. Marcos André Costa, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Como acontece o desenvolvimento do câncer?

Há dois grupos de genes envolvidos no processo de desenvolvimento do câncer: os proto-oncogenes, que se transformam em oncogenes, e os genes supressores de tumor. Além disso, o surgimento da doença também está relacionado com falhas dos mecanismos de compensação celular e do sistema imune.

Os proto-oncogenes estão presentes em todas as pessoas, eles são responsáveis por dar início ao processo de multiplicação celular. Quando sofrem uma mutação e passam a ser considerados como genes “ruins”, recebem o nome de oncogenes. São eles que causam a produção excessiva e descontrolada das células doentes.

O terceiro grupo, os genes supressores de tumor, como o próprio nome indica, “bloqueiam” o surgimento do câncer. Isso acontece porque eles produzem fatores (proteínas) que dificultam o processo de multiplicação das células. A inativação ou mutação desses genes pode interferir na fabricação das proteínas, possibilitando o crescimento descontrolado das células, o que leva a um maior risco da pessoa desenvolver um câncer.

O Dr. Costa conta que, caso a célula de uma pessoa sofra uma mutação genética, ela pode ser contida por meio de mecanismos de compensação intracelular. Se eles não conseguirem corrigir a mutação, o corpo inicia um processo para levar a célula à morte. Essa morte programada, geralmente, depende de uma molécula chamada TP53 (anormalidades nessa célula foram encontradas em mais da metade dos cânceres humanos). Caso esse procedimento falhe, o sistema imune, que tem potencial e poder para destruir as células anormais, entra em ação.

“Se sobreviver à destruição pelo sistema imune, aí sim a célula começa a crescer e multiplicar. Mas, também não é garantia de que ela vai vingar”, pontua o médico.

Para vingar, ela precisa sobreviver ao microambiente hostil no qual ela está inserida, isto é, às condições do local onde ela está. Por exemplo, conseguir suprimento energético.

Fonte: revista.abrale.org.br/saude/

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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