Doenças Cardiovasculares
Diagnóstico de hipertensão: Uma abordagem mais assertiva
A hipertensão arterial, comumente conhecida como pressão alta, é uma condição médica que afeta milhões globalmente e é responsável por uma taxa significativa de eventos cardiovasculares graves. O diagnóstico precoce é a melhor chance de evitar danos maiores.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reconhecendo a necessidade de diagnósticos mais precisos, atualizou suas diretrizes para a medição da pressão arterial, enfatizando a importância de avaliações fora do ambiente clínico.
Os Limites do Diagnóstico Tradicional
Tradicionalmente, o diagnóstico de hipertensão é realizado em consultórios médicos através de medições pontuais. Contudo, esse método pode não capturar variações significativas na pressão arterial, como a hipertensão do avental branco (HAB)
Onde a pressão se eleva apenas em consultório, e a hipertensão mascarada (HM), onde ocorre o oposto. Além disso, não detecta alterações durante o sono e a hipertensão arterial resistente (HAR), que persiste apesar do tratamento.
Novas Diretrizes para um Diagnóstico Completo
As novas diretrizes propostas pela SBC introduzem métodos adicionais de monitorização: a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA), e a Automedida da Pressão Arterial (AMPA).
Estas técnicas permitem observações mais frequentes e em diferentes contextos, resultando em um diagnóstico mais completo e reduzindo o risco de tratamentos desnecessários que podem provocar efeitos colaterais como hipotensão, tonturas e sudorese.
Desafios, Diagnóstico e Expectativas
A implementação das diretrizes representa um desafio, especialmente na mudança da prática médica e no acesso aos equipamentos necessários, especialmente através do Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar dos desafios de acessibilidade, o Dr. Audes Feitosa, coordenador das diretrizes, argumenta que o custo dos dispositivos é inferior ao das complicações evitáveis, como os AVCs, que podem resultar de um diagnóstico impreciso.
Impacto Global e a Realidade Brasileira
A hipertensão é chamada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de “assassina silenciosa” devido à sua natureza assintomática, mas devastadora. Em um relatório de 2023, a OMS destacou que um a cada três adultos sofre de hipertensão globalmente, com o Brasil apresentando mais de 50,7 milhões de hipertensos.
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