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Amígdalas crescem 40 anos após remoção e fazem mulher repetir cirurgia
No verão de 1983, a mãe de Katy Golden havia abastecido sua cozinha nos subúrbios de Detroit, nos Estados Unidos, com picolés e chicletes. Golden tinha 5 anos e estava prestes a remover as amígdalas para ajudar com problemas de ouvido que tinha desde bebê.
O procedimento pareceu bem-sucedido; sua recuperação foi similar à de muitas outras crianças que conhecia que também haviam removido as amígdalas, e ela logo voltou a ser a mesma criança falante de sempre.
No entanto, há algumas semanas, Golden parou em um supermercado para comprar dois pacotes de chiclete de uva porque estava prestes a remover suas amígdalas — novamente.
Elas haviam crescido novamente ao longo dos últimos 40 anos — a amígdala esquerda quase em tamanho normal — e estavam causando problemas mais uma vez.
Golden passou por dezenas de cirurgias ao longo de sua vida para tratar problemas no ouvido interno e não é estranha a dores de garganta, mas fazia anos desde que havia consultado um otorrinolaringologista.
“Eu sabia que havia algum tipo de pequena aba ou algo assim que estava lá por anos, mas não percebi o que era. Apenas pensei: ‘Não sou médica. Não sei muito sobre a estrutura da boca. É assim mesmo’”, disse Golden. “Mas se eu ficasse doente e tivesse dor de garganta, a parte de trás da minha boca ficava super inflamada e era difícil engolir. E eu pensava: ‘Obviamente não são minhas amígdalas. Eu as tirei. É só uma dor de garganta.’”
Em setembro, ela desenvolveu uma dor de garganta particularmente dolorosa e marcou uma consulta com Cynthia Hayes, uma otorrinolaringologista com consultório a cerca de uma hora a noroeste de Detroit. Ao examinar a garganta de Golden, Hayes explicava o que estava vendo para que um médico-escrivão pudesse tomar notas. E, quando Hayes mencionou o tamanho das amígdalas, Golden diz que a descrença e o choque “a atingiram como uma tonelada de tijolos”.
“Eu meio que olhei ao redor tipo: ‘Não, eu não tenho amígdalas’. Olhei para ela pensando tipo: ‘Talvez eu tenha escolhido uma médica ruim’”, disse Golden.
Hayes disse que estava olhando para amígdalas inflamadas, e Golden insistia que isso não podia ser verdade.
“Eu não achava que fosse possível. Estava em choque e descrença que amígdalas que eu pensava terem sido removidas estavam causando minha dor”, disse Golden. “Ela disse: ‘Bem, elas devem ter crescido de novo’. E eu achei que essa era a resposta mais estranha possível.”
Como são as diferentes técnicas de remoção de amígdalas?
As amígdalas são parte do sistema imunológico humano. Localizadas na parte posterior da garganta, elas “são constituídas de tecido linfoide que ajuda a filtrar e combater patógenos que entram por nossas bocas e narizes”, explicou a Adva Buzi, médica da Divisão de Otorrinolaringologia do Hospital Infantil da Filadélfia, em e-mail à CNN. Ela não esteve envolvida no caso de Golden.
A remoção das amígdalas pode ajudar com distúrbios respiratórios do sono e infecções recorrentes. As amigdalectomias se tornaram menos comuns ao longo do tempo, mas cirurgiões nos EUA ainda realizam mais de meio milhão de procedimentos por ano, segundo a Cleveland Clinic.
O recrescimento das amígdalas é raro. Os poucos estudos que tentaram quantificar o risco o colocam entre 1% e 6% dos que fazem uma amigdalectomia intracapsular, um procedimento que remove a maior parte do tecido das amígdalas. As práticas em torno da remoção das amígdalas não são muito padronizadas, dizem os especialistas, o que pode dificultar a compreensão de todas as nuances.
Fonte: cnnbrasil.com.br/saude/
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