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Entendendo a pílula do dia seguinte: Uso, eficácia e mitos
A pílula do dia seguinte (PDS) é uma medida de contracepção de emergência, recomendada para uso após relações sexuais desprotegidas, falhas em outros métodos contraceptivos, ou em casos de violência sexual.
Disponível desde 1999 no Brasil, este método pode prevenir gestações não planejadas quando usado corretamente.
Eficácia da Pílula do Dia Seguinte
Segundo estudos, a eficácia da PDS é maior quando tomada imediatamente após o contato sexual desprotegido. A probabilidade de prevenir a gravidez é de:
- 99,5% nas primeiras 12 horas,
- 95% entre 13 e 24 horas,
- 85% entre 25 a 48 horas,
- 58% entre 49 a 72 horas.
É possível utilizar a pílula até cinco dias após o ato sexual, mas a eficácia diminui significativamente após as primeiras 24 horas.
Uso Adequado e Efeitos Colaterais
Silvana Chedid, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês, explica que a PDS é segura com raros efeitos colaterais se usada adequadamente. Os possíveis efeitos incluem náusea, vômito, tontura, fadiga, cefaleia, sensibilidade mamária, dor abdominal, e alterações no ciclo menstrual. Importante ressaltar que a pílula do dia seguinte não é indicada como um método contraceptivo regular devido ao risco elevado de falhas e efeitos colaterais quando usada frequentemente.
Interações Medicamentosas e Cuidados
Certos medicamentos, como os utilizados para convulsão e rifampicina (para tratamento de tuberculose), podem diminuir a eficácia da PDS. Episódios de vômito dentro de seis horas após a ingestão também podem comprometer sua eficácia, sendo recomendada a administração de uma nova dose nesses casos.
Mitos e Verdades
Um dos maiores mitos sobre a pílula do dia seguinte é que ela seria abortiva. Carolina de Souza, ginecologista e obstetra, esclarece que a PDS atua impedindo ou retardando a ovulação; não tem efeito se a mulher já estiver grávida, pois não interfere com um embrião já implantado.

saaudee.com – imagem.pixabay
Recomendações Finais
A PDS deve ser reservada para situações de emergência. Métodos contraceptivos regulares, como pílulas diárias, dispositivos intrauterinos (DIU) ou implantes, juntamente com o uso de preservativos, são recomendados para uma proteção eficaz e constante contra gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
É fundamental que as usuárias entendam quando e como usá-la corretamente, e sejam conscientes de que não deve substituir métodos contraceptivos regulares e consistentes.
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