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Exame toxicológico na CNH: entenda como funciona e drogas detectadas

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saaudee.com - imagem.pixabay

Em dezembro de 2025, o Congresso Nacional ampliou a exigência do exame toxicológico para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Com essa mudança, os candidatos à primeira habilitação nas categorias A e B também precisam apresentar resultado negativo no teste.

O exame identifica o uso de drogas ao longo dos últimos meses, o que levou muitos futuros motoristas a buscar informações sobre o que, de fato, pode levar à reprovação.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), referentes ao período de 2021 a 2025, mostram que a cocaína é a substância com mais frequência de detecção nos exames aplicados a motoristas das categorias C, D e E.

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Segundo estimativa da Chromatox, laboratório de exames toxicológicos credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), a nova regra deve gerar entre 1,3 milhão e 2 milhões de novos exames em 2026, um crescimento superior a um terço em relação ao mercado atual.

Entretanto, esse número não significa necessariamente que a cocaína seja a mais consumida. Na verdade, a explicação vem de que uma única exposição à droga pode deixar vários vestígios no organismo, todos identificáveis pelo exame.

Quais drogas podem reprovar no exame toxicológico?

No exame toxicológico da CNH, as drogas são analisadas em conjunto, de acordo com o tipo. Caso alguma substância presente nesse grupo seja encontrada no período de análise, o teste é considerado reprovado. O Metrópoles reuniu as drogas que são detectadas. Confira:

Como é feito o exame toxicológico para a CNH?

O exame de longa duração utiliza cabelo, pelos ou unhas para verificar o consumo de drogas nos últimos meses, geralmente entre 90 e 180 dias.

O processo começa com a coleta da amostra em laboratórios credenciados e continua com o envio do material para uma análise mais detalhada. O resultado é emitido em um laudo rastreável, seguindo normas que garantem a confiabilidade do exame e evitam qualquer tipo de contaminação ou adulteração.

Algumas etapas do exame incluem agendamento e escolha do laboratório credenciado; coleta de amostra biológica; envio da amostra ao laboratório; análise laboratorial e emissão do laudo.

O químico Jean Haratsaris, superintendente da própria Chromatox, explica que o exame toxicológico consegue identificar o consumo em um período mais longo do que exames de sangue ou urina, explicando por que esse método foi o escolhido.

“Diferente da urina ou sangue, que detectam o consumo mais recente (dias), o cabelo retém os metabólitos das drogas à medida que cresce. Como o cabelo cresce aproximadamente 1 cm por mês, uma amostra de 3 cm pode mostrar o histórico de até 90 dias, pois a substância fica ‘fechada’ na estrutura do fio, não sofrendo alterações metabólicas rápidas”, afirma Haratsaris.

Urina ou sangue não substituem o teste: apenas cabelo e unhas conseguem registrar o consumo de drogas ao longo de semanas ou meses.
Não dá para “limpar” o organismo com água ou chás: a janela de detecção é de meses e não é afetada por hidratação ou mudanças na dieta.

Medicamentos comuns não mudam o resultado: a principal exceção é o mazindol, que pode aparecer no exame.

Importância do exame toxicológico

O exame toxicológico não serve só para fiscalização — ela é uma ferramenta de prevenção que contribui para um trânsito mais seguro. Identificando o uso de drogas, é possível reduzir a circulação de motoristas sob efeito de substâncias que comprometem os reflexos, a coordenação e o julgamento.

“Do ponto de vista da medicina de emergência, tudo que reduz a circulação de motoristas sob efeito de drogas impacta diretamente na diminuição de acidentes graves, mortes evitáveis e sobrecarga dos serviços de urgência. É uma ferramenta de saúde pública e segurança viária”, explica o médico emergencista Yuri Castro, de Minas Gerais.

Fonte: metropoles.com/saude

Imagem própria: SAAUDEE.COM

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