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Copa do Mundo: entenda como é feito o exame antidoping dos atletas
O antidoping é um dos principais mecanismos utilizados para garantir a integridade das competições esportivas. Presente em torneios nacionais e internacionais, o procedimento tem o objetivo de identificar o uso de substâncias ou métodos proibidos que possam melhorar artificialmente o desempenho dos atletas.
Além de preservar a igualdade de condições entre os competidores, o exame também busca proteger a saúde dos esportistas e manter a credibilidade das modalidades. O controle pode ser realizado tanto durante competições quanto fora delas, seguindo protocolos rígidos definidos por órgãos nacionais e internacionais.
Como o exame antidoping é feito
O exame antidoping pode ser realizado por meio da coleta de urina ou sangue. Em muitos casos, os atletas de alto rendimento precisam informar previamente sua localização para que possam ser submetidos aos testes a qualquer momento, mesmo fora de períodos de competição.
Segundo o médico do esporte Raffael Fraga, do Alta Diagnósticos, em São Paulo, todo o processo segue regras rigorosas para evitar fraudes e garantir a confiabilidade dos resultados.
“Desde a coleta até o lacre das amostras, o atleta acompanha cada etapa do procedimento. Esse controle rigoroso é fundamental para assegurar a transparência do exame”, explica.
O ortopedista e médico do esporte André Pedrinelli, que atende em São Paulo, destaca que a análise pode incluir também o chamado passaporte biológico, ferramenta utilizada para monitorar alterações fisiológicas ao longo do tempo.
As amostras coletadas são encaminhadas para laboratórios credenciados, onde passam por análises capazes de detectar substâncias proibidas e métodos considerados irregulares pelas entidades responsáveis pelo controle antidoping.
Como será o antidoping na Copa do Mundo de 2026
A Copa do Mundo de 2026 seguirá os protocolos estabelecidos pela Agência Mundial Antidoping (WADA) e pela FIFA para garantir a integridade da competição. Os testes poderão ser realizados tanto durante o torneio quanto nos períodos de preparação das seleções.
Após as partidas, jogadores sorteados ou selecionados por critérios específicos serão encaminhados para a área de controle antidoping, onde fornecerão amostras de urina e, em alguns casos, de sangue. O processo será acompanhado por oficiais credenciados para assegurar a autenticidade da coleta.
Além dos exames realizados durante a competição, atletas também poderão ser submetidos a testes surpresa nos centros de treinamento das seleções antes do início dos jogos. A estratégia busca dificultar o uso de substâncias proibidas e ampliar a capacidade de detecção de irregularidades.
Segundo especialistas, a tendência é que a Copa de 2026 mantenha o uso do passaporte biológico, sistema que monitora parâmetros fisiológicos dos atletas ao longo do tempo para identificar alterações compatíveis com práticas de dopagem.
Em caso de resultado positivo, o jogador tem direito à análise da chamada amostra B e à apresentação de defesa antes da definição de eventuais punições. Dependendo da infração, as sanções podem incluir suspensão, perda de resultados esportivos e afastamento das competições.
Quais substâncias costumam ser encontradas
As substâncias detectadas variam conforme a modalidade esportiva e os métodos utilizados pelos atletas. Entre os casos mais conhecidos estão os esteroides anabolizantes, que podem aumentar força e desempenho físico.
Também podem ser identificados diuréticos, hormônios e substâncias utilizadas para mascarar o uso de outras drogas. A lista de produtos proibidos é atualizada anualmente pela Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês).
Fonte: metropoles.com/saude/
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